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Ondansentrona é efetiva para gastroenterite com vômitos

Questão Clínica:

A ondansentrona é segura e efetiva para crianças desidratadas com gastroenterite?

Resumo:

A ondansentrona (Zofran) administrada a crianças de leve a moderadamente desidratadas devido a diarréia e vômitos melhora sua habilidade de aderir à reidratação oral e reduz a necessidade de hidratação intravenosa.

Nível de Evidência:

1b (artigos relativos a terapias, prevenção, etiologias ou danos)

Referência:

Freedman SB, Adler M, Seshadri R, Powell EC. Oral ondansetron for gastroenteritis in a pediatric emergency department. N Engl J Med 2006;354:1698-1705.

Desenho de Estudo:

Ensaio clínico randomizado controlado (duplo-cego)

Distribuição da Amostra:

mascarada

Casuística:

Pacientes de Pronto-Socorro

Discussão:

Apesar de a reidratação oral ser o tratamento de escolha para crianças que se apresentam com gastroenterite, ela pode ser um desafio quando o paciente não consegue manter nada no estômago. Isso leva ao uso excessivo da hidratação intravenosa, particularmente quando se leva em consideração a escassez de tempo que ocorre nos departamentos de emergência. Esses autores consideraram incluir qualquer criança de leve a moderadamente desidratada que tivesse tido pelo menos um episódio de diarréia e um episódio de vômito nas 4 horas anteriores. Aquelas com um peso corporal de menos de 8 kg que estavam gravemente desidratadas pelo uso de sintomas padronizados (exemplo: pele fria ou úmida, mucosas muito secas, ausência de lágrimas, taquicardia moderada, anúria por pelo menos seis horas e letargia) e aquelas com co-morbidades significativas foram excluídas. Das 243 crianças inicialmente consideradas, 215 foram submetidas à distribuição aleatória (por processo mascarado) para receberem ondansentrona ou placebo. A dose de ondansentrona foi 2 mg para as crianças que pesavam entre 8 e 15 kg, 4 mg para aquelas que pesavam de 15 a 30 kg e 8 mg para as que pesavam mais do que 30 quilos. As doses foram repetidas se as crianças vomitassem dentro de quinze minutos após terem ingerido a medicação. A idade média das crianças foi 28 meses, 57% eram do sexo masculino e elas tiveram, em média, seis episódios de diarréia e 9 episódios de vômito nas 24 horas anteriores. Os grupos foram semelhantes na linha de base e a análise foi por intenção de tratamento. As crianças que receberam ondansentrona tiveram uma probabilidade menor de vomitar enquanto recebiam a hidratação (14% versus 35%; P = 0,001; número necessário para tratar [NNT] = 5), tiveram menos episódios de vômito (0,18 versus 0,65; P = 0,001) e tiveram menor probabilidade de necessitarem de reidratação intravenosa (14% versus 31%; P = 0,003; NNT = 5). Não houve diferença no número de crianças que necessitaram de hospitalização ou na porcentagem das que retornaram ao departamento de emergência. A droga foi bem tolerada, apesar de haver uma média de 0,9 episódios adicionais de diarréia para as crianças que receberam a ondansentrona.
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